Visita ao Aterro Sanitário da Fazenda Rio Grande, PR.

     A equipe A Gente Muda realizou uma visita ao aterro sanitário da Estre Ambiental localizado na Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, a fim de conhecer melhor os processos de destinação de lixo e os principais problemas de gestão de resíduos sólidos na nossa cidade.

     Diferente dos lixões a céu aberto, que contaminam o ambiente, atraem urubus e podem facilitar o desenvolvimento de diversas doenças, um aterro promove uma cobertura de terra sobre o lixo, minimizando ou até anulando os problemas citados anteriormente.

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Aterro sanitário Estre Ambiental. Foto: Paraná On-line.

     O aterro visitado tem dois anos de funcionamento e recebe lixo não apenas da capital, mas de diversas outros municípios próximos, atuando como substituinte do antigo e saturado aterro da Caximba. Um trabalho prévio de remoção de grandes volumes de terra confere o local para o depósito do lixo, liberando uma área do tamanho de três campos de futebol, aproximadamente. Caminhões carregados com toneladas de lixo urbano despejam a carga no aterro e retornam à cidade para mais uma coleta, repetindo esse processo sucessivamente. O aterro funciona 24 horas por dia.

     O lixo é compactado e alocado sobre o solo como grandes blocos. Ao atingir uma determinada altura, cerca de alguns metros, deposita-se acima uma camada de 15 centímetros de terra. Então novamente insere-se outra porção de lixo, ocasionando um crescimento vertical de andares de lixo e terra. Ao fim, é plantado grama por cima de tudo. Visualmente, a paisagem observada é um conjunto de “montanhas” de grama e terra com o lixo escondido no interior.

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Aterro sanitário Estre Ambiental. Foto: Gazeta do Povo.

     Para que não ocorra contaminação do solo é realizado um trabalho de impermeabilização com uso de uma espécie de “lona” bastante resistente, denominada geomembrana, que é instalada em toda a base do aterro. O chorume é recolhido por um sistema de drenagem, sendo encaminhado para a estação de tratamento. O gás metano, produto natural do processo de decomposição de resíduos orgânicos por microrganismos, é conduzido por encanamentos até a superfície, sendo queimado. Este aterro é o único do Paraná que está desenvolvendo um projeto que visa a captação do gás para convertê-lo em energia. Mas como há pouca geração do gás metano nos anos iniciais de um aterro, por ora apenas queima-o, já que é bastante poluente e contribui para a ação do efeito estufa.

     A visão é de um cenário com um trabalho muito organizado de vários processos da manutenção de resíduos. Questionando os técnicos do aterro acerca do principal problema de gestão de resíduos sólidos na cidade de Curitiba, prontamente responderam sobre a falta de separação adequada de materiais recicláveis. Aproximadamente 30% dos resíduos levados ao aterro poderiam ser destinados a recicladoras. No lugar deles, lixos não recicláveis poderiam estar sendo aterrados, aumentando a vida útil do aterro por mais alguns anos.

     Reconhecendo isso, pretendemos desenvolver uma campanha de destinação correta de lixo pelas residências de Curitiba, conscientizando os moradores da importância da separação para o processo de gestão de resíduos sólidos domésticos.

E você, separa o lixo em casa? Conte para nós como poderíamos melhorar a gestão de lixo nossa cidade.
Escreva para agentemuda@gmail.com ou deixe nos comentários.

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